S. FRANCISCO XAVIER

 

A Casa do Arcebispado de Pangim, Goa, publicou hoje, através do seu Centro Diocesano para a Comunicação Social, um video  relembrando o dia 3 de Dezembro, Dia de S. Francisco Xavier. Desse video retirei alguns apontamentos que, sob o ponto de vista histórico, merecem o nosso interesse.

Francisco Xavier nasceu a 7 de Abril de 1506 num castelo perto de Sangoesa, Navarra, Espanha. Em 1525 foi estudar para Paris, no Colégio Santa Bárbara, Universidade de Paris, onde encontrou Pierre Favre e Inácio de Loyola. Foi por sugestão e insistência deste último que Xavier se devotou ao serviço religioso e acabou por ser um dos fundadores da Ordem dos Jesuitas.

Por indicação papal Francisco Xavier foi para o Oriente em 1541, com 35 anos.  Em todos os locais por onde passou foi sempre um firme representante da Igreja. Serviu em Moçambique, Melinde, Cochim e Malaca, tendo chegado à região e colónia de Goa, Índia, em Maio de 1542. Dedicou o seu ministério aos doentes, às crianças e aos nativos da Costa dos Pescadores de Pérolas.

Morreu a 3 de Dezembro de 1552. Por isso se celebra, nessa data, o seu Dia de Memória.  As relíquias de S Francisco Xavier estão num caixão de prata, encerrado, por sua vez, numa urna de vidro, numa igreja que tem, naturalmente, o seu nome.  É o Patrono das Missões Católicas e a sua Festa a 3 de Dezembro é amplamente celebrada em Goa.

Para as novas gerações talvez seja interessante conhecer estes apontamentos de um Santo da Igreja Católica, tão venerado numa terra onde ainda se fala português. Sou testemunha disso. E também, por coincidência, foi num dia 3 de Dezembro que cheguei a Goa para aquela que seria a minha primeira e última comissão militar no ultramar. Terminou a 18 desse mesmo mês.

 

Um pensamento sobre “S. FRANCISCO XAVIER

  1. Raramente se fala de Goa. E a verdade, é que muitos dos que por lá passaram, ficaram ( ou não ) com boas recordações de uma terra pacífica, onde nada parecia acontecer, até a União Indiana se ter sentido incomodada, por lhe parecer politicamente bizarro, uma pequena colónia instalada no seu vasto território. Uma falha diplomática, uma teimosia, ou ainda a falta de compreensão dos governos de então, face à onda de independências e nacionalismos…! Ódios formulados, num mundo de incoerências, que obrigaram dois países a viverem de costas voltadas, quando tinham muito mais a ganhar, se se olhassem de frente, sem ressentimentos, como acontece nos dias de hoje, graças a um homem entusiasta, chamado Mário Soares. Um homem, que soube muito bem iniciar o degelo, dando continuidade a uma relação de amizade e respeito de quatro séculos …!
    Conheci Goa, nos meus tempos de jovem, em cumprimento de um dever, sacrificando outro horizonte de vida, para onde tinha estabelecido um rumo bem diferente. Uma história que dava para muitas páginas, de um livro que nunca escreverei. Uma história, que me ensinou a ver o mundo por dentro, e nunca pelo que apenas aparenta.
    E sobre Goa, alguns amigos meus, que já lá foram em visita de turismo, relembraram, eles próprios, tudo quanto eu já lhes tinha dito, ficando bastante bem impressionados com as suas paisagens, monumentos e a gentileza das suas gentes…! E era esta Goa, tão devotada a S. Francisco Xavier, não fosse ela a Roma do Oriente, que por acaso falava mais inglês do que português…!

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