A Guarda e a Ribeirinha

Ai eu, coitada, como vivo en gran cuidado
por meu amigo, que hei alongado
Muito me me tarda
o meu amigo na Guarda !

Ai eu, coitada, como vivo en gran desejo
por meu amigo, que tarda e não vejo !
Muito me tarda o meu amigo da Guarda !

Foi assim, que D. Sancho I escreveu uma das suas cantigas de amigo mais interessantes. Talvez lembrando os lamentos de donzela, pela sua ausência nestas terras gélidas da Beira Alta.
Ainda que preocupado com o povoamento, a poesia trovadoresca era-lhe bastante cara… ! Coisa de Reis, cavalgando, pelo país reconquistado, ainda sem estradas, nem estalagens onde pudesse pernoitar. Atribuindo cartas de foral e fundando cidades forte, D. Sancho quedou-se pela Guarda, não fora os olhos bonitos e a pele rosada de uma nobre donzela de Argivai, Póvoa do Varzim, ter cedido os seus encantos aos galanteios do Povoador, possivelmente, a cidade da Guarda não teria sido palco do romance da Ribeirinha. Uma história de amor tão diferente de outras, nos tempos em que o romantismo saltava dos palácios para o campo plebeu.
Terra Farta, Feia e Fria, cidade acolhedora, bem enquadrada nas serranias circundantes, quase paredes meias com terras de Espanha, e hoje tão apetecível de visitar, tornou-se pelo seu próprio mérito, a cidade dos cinco Efes : Farta, Forte, Fiel, Fria e Formosa, fazendo jus à forma amistosa de receber os seus visitantes…!



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