Para aqueles que neste recente períodos de férias tiveram oportunidade de estar na praia a olhar para o mar, sobretudo a olhar para o mar, terão sentido uma vaga sensação de paisagem incompleta, ter-lhes-á ocorrido o que estará para além do que vêem sentados na areia ou empoleirados num barquito de remos.
Passou-se o mesmo comigo e, acreditem, não foi a primeira vez. Recorri à gaveta das reservas e encontrei algo de que não me lembrava mas que veio a propósito deste pequeno desabafo pré-outonal.

Este é o mar Para o qual olhamos E sentimos. Com ele nos deslumbramos E refletimos. Mas é um mar que liga Não separa. Mar espraiado Ou revoltado É ele que nos recorda Quem fica do outro lado.
Sem dúvida…! O mar, um vasto repositório de memórias que não que não se esgota, nem nos cansa de as rever. Há quem diga que é o feitiço das sereias a contarem-nos histórias…!
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