MERYL STREEP

Tem vindo a ser divulgada com abundância, em todas as redes sociais, a notícia da atribuição do Prémio Princesa das Astúrias, no sector das Artes, neste ano de 2023, à artista e atriz Meryl Streep.

Não será novidade falar de Meryl Streep. É bem conhecida e apreciada por todos em todo o mundo. Ao longo da sua já longa carreira artística participou em 76 filmes onde deixou, em todos, um rasto especial de grande qualidade artística e de enorme polivalência nos papéis desempenhados. Muitos de nós se lembrarão dos seus avassaladores desempenhos no filme “Holocausto”, no filme ”Escolha de Sofia” (representando uma polaca sobrevivente do holocausto), filmes em que nos deslumbrou com a sua enorme capacidade de aderir aos sotaques dos protagonistas, dando-lhes a emoção essencial da história. Lembraremos ainda o seu “Out of Africa”, recuperando a personalidade da escritora dinamarquesa Karen Blixen, para, de forma quase inesperada, a vermos no filme “Mamma Mia!”, em 2008, contracenando com o conjunto musical dos ABBA. Enfim, uma variedade de desempenhos irrepreensíveis que a tornaram um ícone do cinema dos últimos mais de 40 anos.

Recebeu uma enorme quantidade de prémios como, por exemplo, o Oscar para Melhor Actriz em 2012, pela sua representação da “Dama de Ferro”. Recebeu Globos de Ouro em 2007 e 2010. Foi-lhe atribuído o Prémio Honorário do American Film Institute em 2004 e o Kennedy Center Honor em 2011. Foi condecorada por duas vezes pelo Presidente Barack Obama, em 2010 e 2014 com a Medalha Nacional das Artes e a Medalha Presidencial da Liberdade.

Não admira, portanto, que em 2023 lhe tenha sido atribuído o Prémio Princesa das Astúrias. O que verdadeiramente impressionou os convidados do enorme palácio da cerimónia foi a singeleza do seu discurso de agradecimento (que pode ser acompanhado no YouTube). Ela falou das razões essenciais que nos levam a poder estar, no cinema e na vida, dentro das pessoas com quem lidamos, criando a empatia necessária a essa comunhão fundamental e, sobretudo, saber ouvir “tudo e todos”.

Os Reis e a Princesa de Espanha ouviram-na, com enlevo, dizer que sermos simples , sermos nós, a acompanhar e a ouvir os que nos rodeiam é o que nos pode dar felicidade e Paz ao mundo. Utilizou muitas vezes o termo “Listening” (ouvir), saber e ter a capacidade de ouvir. E foi com essa palavra que terminou o seu longo discurso, pedindo a todos que estavam presentes que ouvissem o eco maravilhoso das abóbadas do palácio, agradecendo a todos o “Listening” que lhe tinham dedicado, isto é, o entusiasmo com que a ouviram.

Vejam o YouTube. Vale a pena.

Um pensamento sobre “MERYL STREEP

  1. Se há nomes de grandes actores que têm mantido vivo, o interesse pelo cinema, Meryl Streep é um deles, ultrapassando tudo o que dantes nos era desejado ver. “Era Uma Vez Em África “, realizado em 1985, também deve muito a um tema que, quer se queira ou não, deixou-nos marcas de uma nostalgia difícil de esquecer..! E Meryl Streep, ou Karen, ecoou por muitos anos nos nossos corações…!

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