Quando iniciámos este blogue em 2017 fomos avisados, por um bondoso observador, da necessidade que haveria de escrever textos pelo menos um de quinze em quinze dias. Caso contrário os leitores habituais (apenas amigos, claro) não se chegariam a interessar pelo blogue. Interiorizei o aviso, levei-o a sério e apostei em não deixar morrer este novo projeto.
Iniciei a caminhada com um poema a que dei o nome de “As Rosas que tu me deste” que granjeou uma larga simpatia pelos amigos que o leram e que já foi, posteriormente, declamado por artistas profissionais.
O blogue teve, desde o seu início, o lema “Liberdade para Escrever” e, na realidade assim tem sido ao longo dos anos. Convidei, pouco tempo depois do arranque, outros amigos para participarem com textos de sua autoria quando assim entendessem. E com essas valiosíssimas colaborações temos caminhado ao longo dos anos (desde 2017 até hoje) esperando que haja sempre alguém que o mantenha vivo e atualizado.
Os temas foram e serão sempre muito variados, desde a “arte”, ao “desporto”, à “poesia”, à “política”, com “relatos da sociedade e vídeos com entrevistados”.
Em finais de 2019 publicámos um livro com diversos textos selecionados dos já existentes, livro a que demos o nome de “Escrito nas Estrelas e o Vento que Passa”. Este título foi escolhido devido ao prólogo desenvolvido pelo José Aparício, ao relatar uma história real que lhe tinha acontecido quando de uma das suas estadas em África, como militar. O livro foi editado pela “Colibri” , foi lançado em sessão pública, e teve algum sucesso de vendas em livraria. Um facto, em nossa opinião, irrepetível. Os amigos que se habituaram ao blogue consultam-no com regularidade e qualquer outra edição em livro não ultrapassaria esse já significativo grupo que “se tornou cliente”.
Tudo isto serve para vos dizer que conseguimos superar o avisado conselho inicial de conseguirmos escrever, pelo menos, um texto de 15 em 15 dias, tendo hoje atingido o número 780. Isto significa que conseguimos reunir cerca de cem textos por ano com audiências variáveis, claro, mas sempre presentes.
Das estatísticas que sempre consultamos temos verificado que as audiências variam conforme os temas mas, principalmente, pelo valor dos conteúdos, de entretenimento, de crítica fugaz ou de maior seriedade social ou política. As audiências têm variado entre as duas dezenas ou, por vezes, uma ou duas centenas. Isto serve-nos para orientar nos estilos das escritas e dos textos. Numa época em que tanto disparate se escreve e tanta falsidade enche as plataformas digitais não admira que sejam menos os que se aproximam do blogue mas sabendo, pelo menos, que os textos são escritos com seriedade e têm autores anunciados.
Por isso queremos, em primeiro lugar, agradecer a todos os que nos têm acompanhado nesta aventura quase romântica, de sermos “livres de escrever” e, por outro lado, revelar-vos, modestamente, o orgulho que sentimos de termos chegado até aqui. Os meus companheiros de aventura estão, decerto, tão felizes como eu.
Talvez consigamos escrever outro agradecimento quando chegarmos ao milésimo texto. Se já não for eu a fazê-lo, estou certo que alguém o fará.
Obrigado a todos os Amigos.
Manuel Jsé, parabéns pela persistência e coragem para continuar.É semprecom prazer que leio os textos publicados no blog
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E escrever, passou, também, a ser um dos melhores momentos que alguma vez me passou pela cabeça. Uma forma de nos sentirmos menos sós, dando um pequeno sopro de vida a milhentos assuntos que se nos atravessam na vida, retirando-os da imensidão do silêncio ?
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