O título deste texto não é uma despedida. É apenas uma reflexão sobre um sentimento ou atitude que, por vezes, alguém sabe tão bem exprimir.
Trata-se de uma citação retirada de um livro de poemas cujo autor, José Carlos Barros, que conheço apenas de vista de Vila Real de Sto. António, é profissionalmente arquiteto paisagista e poeta por paixão e talento. É autor de doze livros de poemas e três romances com o último dos quais ganhou o prémio LeYa de 2021. É um apaixonado pela natureza e conhecedor de espécies florais e florestais, por dedicação e devoção. A sua Vila Nova de Cacela, onde vive, serve-lhe de refúgio para os “intervalos” da sua arquitetura e do seu livro “Taludes Instáveis” retirei um poema minimalista mas que achei deslumbrante de significado:
O ADEUS
O adeus é um acto sublime. Só
Devia acontecer nos filmes.
Se puderem, aproximem-se deste autor-poeta.