Hidalgo e a Eiffel

O deslumbramento pela realização dos Jogos Olímpicos 2024 (e agora os paralímpicos) foi generalizado em todo o mundo e, em especial, em Paris.

Houve coisas que correram menos bem mas, na generalidade, tudo correu como é costume: recordes batidos, atletas exuberantes, atletas desgostosos, como é costume nestes eventos. Mas, sem dúvida, todos guardam boas recordações.

Para além dos eventos desportivos devo dizer que talvez o que me tenha mais sensibilizado foi a canção de abertura dos Jogos, cantada por Celine Dion, acompanhada ao piano sob uma enorme carga de chuva. Tudo isso no 3º piso da Torre Eiffel, a descoberto.

Celine Dion em Paris

Quem ficou especialmente deslumbrada foi a Presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo (nascida em Espanha há 65 anos), naturalizada francesa, claro, quase desde sempre, que tem tecido os maiores elogios à organização do evento na “sua” cidade.

Como terão reparado, a Torre Eiffel estava adornada com os 5 anéis olímpicos o que criou uma excelente imagem internacional. O problema agora é que Hidalgo não quer tirar os anéis do local em que estão na Torre, ao que o COI – Comité Olímpico Internacional não se opõe, de princípio. Para tal os anéis, que pesam umas toneladas, terão que ser substituídos por outros mais leves o que, independentemente do preço, já criou alguma controvérsia numa cidade em que a controvérsia é “o prato do dia”.

Eu, que não sou francês, não estou de acordo com a Hidalgo. A Torre Eiffel é majestosa por si mesma, é o símbolo icónico de uma cidade e não precisa dos anéis para a notabilizarem.

Se calhar vamos ter que nos habituar a ver a Torre Eiffel com os anéis olímpicos mas, por mim, não precisava . Não sei como as ossadas do Eiffel se comportarão no local em que jazem.

Um pensamento sobre “Hidalgo e a Eiffel

  1. Deixar os aneis olímpicos na Torre Eiffel é uma recordação do que foi um belo evento. Não me parece mal, embora a Torre em si não precise disso para continuar a ser um local icónico

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