O INCALCULÁVEL MUNDO DA MODA

Quando passamos por montras de centros comerciais e olhamos com atenção para as marcas e as roupas (vestidos, calças, tops, etc.) que por lá estão expostas, comentamos, geralmente, os elevados preços dessas peças e passamos à frente, sem comprar. Só num aniversário muito importante é que nos “depenamos” com uma dessas quantias, deixando as escolha da peça, claro, à pessoa a quem ela se destina (em casos normais à cara-metade…).

Nesse nosso pobre quotidiano não nos ocorre o que, na realidade, valem essas marcas famosas por todo o mundo. Fui recentemente despertado para a revolução que teve lugar no seio da casa italiana Versace e isso levou-me a navegar mais um pouco por esse “oceano” das marcas de roupas. E apercebi-me de coisas fantásticas, não propriamente que não as suspeitasse, mas com números que ultrapassam os de muitas outras atividades também poderosas.

Vi assim que a marca francesa Louis Vuitton é a mais valiosa do mundo, faturando cerca de 24 biliões de dólares em todo o mundo (não é engano). Seguem-se muitas outras com números astronómicos de vendas como a Hermés de Paris, a Chanel, a italiana Gucci, a Dior, a Prada (italiana), a Fendi (também italiana), a Saint Laurent, Givenchy e muitas outras.

Mas hoje vou-me debruçar apenas sobre a Versace, italiana, pela pequena (ou grande) revolução que por lá se viveu.

A Versace vale, neste momento, cerca de 800 milhões de dólares e tem 130 lojas espalhadas por todo o mundo. E pela primeira vez, desde há 50 anos, a Casa Versace não será comandada por um Versace. De uma forma geral estes impérios são criados por pessoas que as batizam com os seus próprios nomes. Foi também o caso da Versace, criada por Gianni Versace, há 50 anos, mas que foi assassinado em 1997 à porta da sua casa em Miami Beach. Foi nessa altura que Donatella Versace tomou conta do império. É filha de um costureiro de Reggio Calabria, onde nasceu em 1955. E é agora, com 70 anos, que decide retirar-se para dar lugar a um novo diretor criativo, Dario Vitale, com 41 anos, a quem se atribui grandes capacidades de gestão neste domínio tão sofisticado.

Super modelos famosos, como Naomi Campbell, Cindy Crawford ou Linda Evangelista reuniram-se com Donatella e acompanharam-na na sua proclamação de despedida.

Donatella e as super-modelos

Donatella não abandona a companhia, ficará, no entanto, como embaixadora da sua marca. Diz ela: “Continuarei a mais apaixonada apoiante da marca. Versace é o meu DNA e estará sempre no meu coração”. Não admira. Quem trabalhou tanto para Madona, Jennifer Lopez ou Liz Hurley não poderá abandonar este incrível império familiar.

O administrador da Capri Holdings (que além de possuir a Versace, também tem a Michael Kors e Jimmy Choo) achou que a decisão de Donatella foi o resultado de um bem imaginado plano. O novo diretor Dario Vitale que já passou pela Prada (que é dona do grupo Miu-Miu) aumentou, nessa altura, as vendas em cerca de 93% entre 2023 e 24 (649 milhões de Euros).

Este mundo incalculável deixa perplexo quem não é da arte. Mas haverá outros mundos igualmente compensadores. Mas é preciso descobri-los e reanimá-los. Gente com iniciativa,precisa-se!

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