Como é do conhecimento geral existem diferentes espécies de cogumelos, uns que se compram e comem com apreço, outros que não são comestíveis e podem provocar envenenamentos. Os que encontramos à venda são, geralmente, de confiança e, para quem gosta, são um verdadeiro acepipe. A sopa de cogumelos é também muito vulgar e muito apreciada. Pessoalmente como essas iguarias sem dificuldade embora prefira um bom bacalhau com batatas ou com natas. Para não falar no bife “à cortador” , com bastante molho, ao qual daria prioridade.
Mas, enfim, isto são apenas pretextos para chegarmos à história dos cogumelos. Recentemente, na Austrália, perto da cidade de Melbourne, uma mãe de família, Erin Patterson, resolveu tirar a vida a familiares próximos, mas dos quais se mantinha afastada em consequência de um divórcio tumultuoso. E a maneira mais prática que encontrou para esse seu desiderato foi preparar uma bela refeição para uma reunião da família dispersa, à base de apetitosas tortas de cogumelos. Mas utilizou cogumelos selvagens desidratados, para melhor os conservar por mais tempo. Nessa fatídica refeição morreram três pessoas: os pais do seu ex-marido e uma tia de quem também não gostava. Um dos comensais escapou por pouco e conseguiu recuperar a tempo de estar presente no tribunal, durante o julgamento em que Erin foi declarada assassina premeditada.

Não se pense que a morte por envenenamento de cogumelos é uma coisa fácil. Um clínico especialista diz que “várias horas depois de uma pessoa comer cogumelos mortíferos e ficar violentamente doente, há um período de alívio. Sentem-se como se estivessem a melhorar, mas não estão. Os diferentes sistemas de órgãos do corpo são essencialmente desligados e o paciente fica extremamente doente, com alto risco de morte.” O júri do tribunal foi muito convincente nas acusações premeditadas da ré e a punição foi dura. Os “media” acompanharam com sofreguidão todo o processo e dos cerca de 40 lugares disponíveis no tribunal, metade foi para o público e o resto para os familiares da condenada. Passou-se na Austrália mas pode-se passar em qualquer país do mundo.
Por cá temos uma empresa conhecida como “a rainha dos cogumelos”, com a marca Cuga, que tem obtido ao maiores êxitos na sua produção industrial de cogumelos frescos. Depois de um complexo processo de recuperação tem vindo a aumentar o seu investimento (cerca de 3 milhões de Euros) e é hoje o maior fornecedor nacional para marcas de retalho e com grande parcela de exportação.

Estes cogumelos são de confiança e nada têm a ver com as da malfadada assassina australiana. Pelo sim, pelo não, quando forem ao supermercado vejam bem a marca do que compram. Sempre frescos e de origem reconhecida. Cogumelos selvagens podem trazer os inconvenientes fatais de que já falámos atrás.
Eu, cá por mim, só como cogumelos quando mos põem à frente, no prato.