O governo de Espanha concedeu a cidadania espanhola a 170 descendentes de voluntários que lutaram com as Brigadas Internacionais durante a Guerra Civil contra a ditadura de Francisco Franco.
Estima-se que 32,000 voluntários tenham participado nessas brigadas anti-fascistas durante a guerra civil, incluindo aproximadamente 2500 homens e mulheres Britânicos e Irlandeses dos quais cerca de 530 foram mortos .
Na cerimónia de Madrid o primeiro-ministro Pedro Sanchez disse, referindo-se aos novos cidadãos: “É uma honra passar a chamar-lhes compatriotas. Tiveram uma ação importantíssima na luta contra a ditadura e na possibilidade de implantar a democracia no nosso país”.
Um dos exemplos apontados foi o do médico Len Crome que teve um papel importante no êxito dessas brigadas .

Foi agora, ao seu filho Peter, concedida a nacionalidade espanhola.
Em Portugal, pelas mesmas épocas, também tivemos grande número de clandestinos que se opuseram à ditadura de Salazar. Lembro-me que muitos deles foram desterrados para o Campo de Concentração do Tarrafal , na ilha de Santiago, em Cabo Verde, onde acabaram por morrer abandonados.
No entanto, em Portugal, depois do 25 de Abril de 1974 (Salazar morreu em 1970) foi concedida a nacionalidade portuguesa, não por motivos revolucionários mas por razões culturais, a diversas personalidades:
Agnés Varda, cineasta belga-francesa; Isabel Allende, escritora chilena; Roberto Leal, cantor brasileiro; João Gilberto, brasileiro; André Jordan, empresário polaco; Christian Louboutin, “designer” francês; Eric Cantona, ex-futebolista francês; Catherine Deneuve, atriz francesa e diversos cristãos de Goa, Macau e Angola. Tudo isto com base na lei da nacionalidade de 1981 e respetivas revisões em 2006, 2015 e 2020.
Às vezes vale a pena rever estas situações e por elas deduzir os maiores ou menores reconhecimentos dos diversos países.