A Prémio Nobel da Paz de 2025 , prémio que o próprio Trump ambicionava receber, acabou por ser ajudada por “marines” americanos, com conhecimento de Trump, a evadir-se da Venezuela para tentar chegar a Oslo a tempo de receber o Prémio. Não conseguiu e foi a sua filha Ana que o recebeu em seu nome. Depois de enormes aventuras marítimas (em lanchas que se debateram com vagas de mais de 3 metros), partiu de uma terriola distante de Caracas para que Maduro não suspeitasse da sua fuga. Corina Machado revelou uma enorme valentia (ou não fosse descendente de portugueses refugiados) e conseguiu chegar a Oslo apenas na madrugada de 11 de Dezembro. Dirige a oposição a Maduro e foi apoiante à presidência de Edmundo Gonzaléz Urrutia que ganhou nas urnas mas, claro, foi ludibriado e perseguido por Maduro e passou à clandestinidade.
Corina Machado é engenheira industrial, professora e política com 58 anos. Formou-se nas Universidade de Yale, Andrés Bello Catholic University e no Instituto de Estudos Superiores de Administração. Lidera o Partido “Vamos Venezuela”.

No discurso que acabou por proferir na varanda de Oslo, ao lado do Primeiro Ministro Jonas Gahr Store, disse: “Temos na nossa terra agentes iranianos, grupos terroristas como o Hezbollah e o Hamas que operam com a aprovação do regime. A enorme riqueza do petróleo da Venezuela (que tem as maiores reservas mundiais) não é utilizada pela ditadura de Maduro para subsidiar hospitais, melhorar as condições dos professores ou o regime de segurança.” Disse também que “a sua chegada a Oslo marcava um ponto histórico de viragem mostrando aos venezuelanos que “o mudo está com eles”. Ainda no discurso na varanda afirmou: “Estou certa que as autoridades não sabiam onde eu estava. Senão teriam feito tudo para eu não estar aqui…”. Corina não via os seus 3 filhos há cerca de dois anos, até chegar a Oslo, mas agora é sua intenção visitar diversos países europeus antes de voltar para a Venezuela onde ficará devidamente resguardada. “Quando eu voltar o regime não saberá onde estou. Tenho gente para me proteger.”
Como o Secretário Geral da Nações Unidas afirmou, os países devem estar atentos a esta triste realidade.