CONVERSAS QUE TIVEMOS

Neste final de 2025 achei interessante (apeteceu-me…) relembrar uma série de conversas que tive, neste blogue, durante os últimos anos. É uma forma de reavivar temas e conversas com gente interessante, culta, com atividades muito variadas. Gente que conheço desde há muito, mas que a vida nem sempre nos permite contactar com frequência. Estou certo que têm progredido com êxito e consola-me vê-los aqui nos dias que me dedicaram para estas conversas informais.

É como se fosse uma prenda de Natal. Para mim é de certeza, para todos eles espero que também o interpretem como tal.

Vou recordar-vos os seus nomes e se quiserem assistir à conversa completa com cada um deles, basta ir ao blogue “Velhos São os Trapos” e abrir na secção de vídeos. Aí ouvirão tudo.

Por ordem das fotos, da esquerda para a direita e de cima para baixo, temos :

1 – Francisco Campos, ator teatral que dirige e atua numa companhia a que deu o nome de “Ruínas” e, embora com maior permanência em Montemor tem-se deslocado por todo o país com audiências fiéis que já os conhecem bem, a ele e aos seus companheiros teatrais. Força, Quico (como é conhecido na intimidade ) que os teus êxitos continuem.

2 – Luísa Corvo, cientista renomada na área das ciências farmacêuticas, já está como diretora da sua instituição e foi, há alguns anos, considerada uma das dez mulheres mais notáveis da ciência e cultura portuguesa. Algarvia de nascença não se dispensa de conciliar as suas atividades profissionais com as fugas até ao seu reduto Tavirense onde os seus amigos com ela se reunem.

3 – José Vicente Moura, oficial da Armada e antigo presidente do Comité Olímpico de Portugal, com quem partilhei muitos e valiosos momentos, continua na sua reforma a dedicar parte do seu tempo à causa desportiva: é Presidente da Assembleia Geral do Sport Algés e Dafundo e continua a entrar em provas de natação para veteranos nas quais se desembaraça com grande desenvoltura.

4 – Cirila Bossuet, jovem atriz teatral que continua a sua atividade em diversos palcos e peças para onde é chamada. Com família nascida em Angola e filha de artistas angolanos tem confirmado a sua carreira com desempenhos que já a colocam como uma profissional de primeira linha. Que continue assim.

5 – João Bugalho, engenheiro silvicultor mas pintor por vocação irreprimível. Dedica a sua vida, deixadas as obrigações professorais, a encher telas com as aguarelas da sua paixão que, sobriamente, vai exibindo em locais adequados. Encontro-me todos os dias, em minha casa, com uma dessas maravilhosas aguarelas, retratando uma paisagem alentejana, que teve a superior amabilidade de me oferecer há uns anos. Com origens em Castelo de Vide não admira que sempre manifeste a sua paixão por esse Alentejo onde, além da pintura, tem coordenado muitos festivais de música clássica com convidados internacionais que já adotaram o local para os seus já famosos concertos. Um polivalente para quem a silvicultura foi um pouco um “acidente” da sua vida.

6 – Inês Mendes, jovem médica que teve uma infância em Macau , licenciou-se em Medicina na U. Nova de Lisboa e especializou-se em Medicina Geral e Familiar. Teve sempre um espírito aventureiro e fez missões de voluntariado clínico na Guiné-Bissau e S. Tomé. A sua vida está agora mais estabilizada, desenvolve a sua atividade no Hospital da CUF TEJO e, imaginem, é a minha médica familiar.

7 – Sérgio Fontão, músico e dirigente de orquestras e coros tem desenvolvido as suas atividades em Portugal e no estrangeiro. Dirigiu, há anos, um coro no Comité Olímpico de Portugal, onde foi cantado, pela primeira vez, o Hino Olímpico com letra portuguesa e autorizada pelo Comité Olímpico Internacional. As suas atividades musicais têm vindo a desenvolver-se de forma fulgurante.

8 – Joana Pratas, velejadora olímpica, com Licenciatura em Ciências do Desporto, dedica-se atualmente ao dirigismo desportivo como Presidente da Associação dos Atletas Olímpicos.

9 – Fernando Mão de Ferro, notável editor, com toda a sua vida dedicada à sua Editora Colibri, e a quem devo a amabilidade de ter editado um livro meu, há uns anos, “A Última História de Goa”, que ainda se encontra no mercado.

10 – Maria do Céu Nascimento, 2º tenente, oficial da Armada. Foi a primeira oficial da Armada que conheci. Foi admitida na Marinha em 1992 e tem progredido na sua carreira militar de forma notável.

11 – Sultões do Swing. Uma banda musical de amadores que tem vindo a desenvolver uma atividade de muito mérito e já com grande reconhecimento. Nesta entrevista estão apenas dois dos fundadores da banda. Nasceram há anos e têm mantido com regularidade um ou dois concertos por ano.

12 – Carla Caramujo, famosa cantora clássica, já considerada uma das maiores personalidades do canto clássico em Portugal e no mundo.

13 – Paulo Azevedo, arquiteto dirigindo um gabinete de arquitetura e engenharia com vasto reconhecimento . Deve-se a ele o projeto que deu origem à atual sede do Comité Olímpico de Portugal, na Travessa da Memória.

Aqui ficam estas notas resumidas no final de 2025. Desejo a todos eles e a todos que tiverem a amabilidade de nos ler um Muito Feliz Ano de 2026.

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