BRIGITTE BARDOT

Não me foi indiferente o recente falecimento de Brigitte Bardot com 91 anos. Poderia dizer, utilizando a linguagem popular, que foi “uma rapariga do meu tempo”. Lembro-me de, nos meus tempos de liceu, um habilidoso colega vender-nos fotografias de Brigitte, em pose ousada, por 2,50 Escudos (moeda da época).

Tudo isto porque Brigitte Bardot foi uma figura mundial como pessoa, como artista, como desafiadora dos costumes tradicionais da sua época. Nas décadas de 1950/60 ela foi um ícone mundial da beleza atrevida, não convencional, usando a sua beleza em poses que perduraram até hoje.

Brigitte Bardot

Esteve no Brasil em 1960, onde todos os jornais e publicistas lhe moveram perseguições permanentes. Passou por Lisboa em 1961 onde foi recebida com mais recato, atendendo-se ao regime “parcimonioso” que comandava o nosso país nessa época.

Teve quatro casamentos com gente da área artística: Roger Vadim, Jacques Charrier (de quem teve um filho), o milionário alemão Gunther Sachs e Barnard d’Ormale.

O filme em que entrou “E Deus Criou a Mulher” teve um êxito retumbante mas não deixou de ser censurado em muitos países, incluindo o nosso. Só mais tarde o pudemos apreciar.

Em 1974, à beira de fazer 40 anos, afastou-se do cinema dizendo que estava farta da atividade. Dedicou-se, a partir daí, à criação de uma Fundação para a defesa dos direitos dos animais.

Recebeu ameaças de sequestro e morte por parte da OAS (Organização Armada Secreta) que já praticava atentados na Argélia e em França. A sua segurança foi aumentada mas declarou que sairia de França porque nunca viveria num país de nazis.

Acabou por se fixar em Saint Tropez, na sua famosa mansão La Madrague, de onde passou a dirigir as suas atividades a favor dos animais. Nesta fase da sua vida tornou-se também uma militante política importante, declaradamente conservadora e defensora dos princípios propagados e defendidos por Marine Le Pen.

Atualmente Brigitte Bardot

Nas suas diversas iniciativas a favor dos animais escreveu uma carta à Rainha da Dinamarca, em 2010, para que proibisse a caça aos golfinhos nas Ilhas Faroé . O mesmo se passou com a Presidente brasileira Dilma Rousseff a quem pediu que proibisse o genocídio dos burros no Brasil. Aliás já existia uma estátua sua, desde há anos, em Búzios , no Rio de Janeiro.

Seria muito longa a história mais completa de Brigitte. Como já disse, faleceu há dias, com 91 anos em Saint Tropez, deixando imagens, exemplos e atitudes que nos obrigam a pensar que a beleza nem sempre é oposta a procedimentos louváveis e que deixam marca na história.

Não sei se o nosso partido PAN alguma vez a contactou levando em conta as causas que diz defender.

Brigitte Bardot , uma rapariga do meu tempo!

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