Nos tempos que correm, com as previsões tão negativas e dispersas que se fazem para este ano de 2026, veio-me à memória um pequeno poema de Sebastião da Gama (poeta e professor português nascido em Azeitão em 1924 e falecido em Lisboa em 1952) que alguém em tempos me lembrou e que depois de rebuscar nos papéis velhos, encontrei e aqui vos deixo:
PELO SONHO É QUE VAMOS
Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
Pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria
Ao que desconhecemos
E ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Vamos. Somos.
Talvez tudo acabe por não ser tão mau como se anuncia. Esperemos estar cá para ver.
Pois vamos, com a tristeza de partir, e a alegria de chegar…!
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