ARQUITETURA

Sempre gostei de arquitetura. Tinha jeito para o desenho e talvez tivesse estudado arquitetura se a vida me tivesse conduzido para aí. Não foi o caso mas, curiosamente, durante a minha longa vida profissional de projetista e coordenador de obra, convivi com diversos arquitetos cujos trabalhos fui apreciando e até, com alguns deles, discutindo as diversas opções por eles tomadas. Na vida corrente dos meus dias fui sempre um apreciador de obras que se destacavam pela genialidade da sua configuração arquitectónica.

Como se sabe há edifícios com estruturas mais marcantes nas redes urbanas das cidades, outros que, embora menos apercebidos, não deixam de ter uma beleza própria onde se pode adivinhar o “ dedo” de quem o imaginou.

Não vou falar das grandes obras e e dos grandes arquitetos mundiais que têm deixado marca nas cidades, ao longo dos anos e séculos. Tudo isso pode ser consultado em livros já existentes de que dou um exemplo elucidativo

A Arquitetura no século 20

Dou apenas exemplos de obras que acompanhei durante os anos das minhas atividades, umas com participação direta, outras como espectador do que estava a acontecer.

Lembro-me, em miúdo , de ir à zona das Amoreiras apanhar folhas das árvores para pôr nas caixas dos bichos da seda de que, como muitos jovens do meu tempo, ia fazendo criação. Pois é, as amoreiras desapareceram para que o espaço permitisse a recolha de autocarros e, mais tarde, toda a área foi disponibilizada para a construção do grande empreendimento das Amoreiras, do arquiteto Tomás Taveira, que ainda hoje dá expressão à cidade. Diz-se, por piada, que o único sítio em Lisboa de onde não vêem as torres das Amoreiras é, justamente, na cobertura das torres. Os turistas pagam para lá ir.

Empreendimento das Amoreiras

Tomás Taveira deixou outras marcas bem distintas em Lisboa, como o atual edifício da Segurança Social ou famoso edifício da “Chaminé” na Av. João XXI.

Há obras a que estive ligado, trabalhando com os arquitetos autores, como foi o caso do Novotel Lisboa.

Novotel Lisboa

Diversos outros edifícios de menor dimensão também merecem, por vezes, a nossa atenção. Foram feitos à medida dos locais em que se implantam.

Edifício de 5 pisos em Monte Gordo

Peguei hoje na arquitetura por se tratar de uma arte. No mesmo local pode-se construir um “mamarracho” (em linguagem popular) ou uma obra de arte adaptada à zona em que se insere.

O texto serve apenas para chamar a atenção de quem ainda não tenha parado em frente de um edifício para o apreciar como um quadro, num museu. Verão que há coisas que merecem a nossa boa atenção.

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