O tempo que vivemos recordou-me uns pequenos poemas de José Carlos Barros (arquiteto e poeta) que acabei por encontrar.
São assim:
AS ELEIÇÕES INTERCALARES
Não era ainda a época dos naufrágios
Um hélice triturava a usura dos ofícios
Os espíritos mais puros enriqueciam a
Vender caixas de fósforos.
Um candidato mostrava que não tinha nada na manga
Fabricava permaganato
Oferecia petróleo para a luz trémula dos
Candeeiros
Nos intervalos da campanha.
TEMPO DE ELEIÇÕES
O pintor de zebras
Tem a estranha sensação
De estar representado
Em todas as listas.
Cuidado, vamos entrar em eleições!