Todos os que praticaram ou praticam desporto sabem que a idade lhes vai retirando possibilidades de executar exercícios que, anteriormente, faziam com facilidade. Principalmente os atletas de alta competição têm que interiorizar a evolução progressiva das suas capacidades que, em princípio, irão diminuindo ao longo do tempo. Mais depressa ou mais devagar mas é irreversível.
Vem isto a propósito de uma famosa esquiadora de neve, americana, que este ano regressou e se apresentou em Cortina d’ Ampezzo. Lindsey Vonn é uma das mais bem sucedidas esquiadoras dos tempos modernos. Já participou em 4 Jogos Olímpicos de Inverno donde sempre saiu medalhada. Após 5 anos de paragem, desde 2019, Lindsey decidiu regressar para participar nos seus quintos Jogos de Inverno.

Compareceu em Cortina iniciou a sua prova de sky alpino, uma modalidade extremamente perigosa e exigente para quem a pratica. Basta vermos algumas das transmissões que a RTP está a dar em direto para ficarmos com a respiração em suspenso por cada curva que os atletas têm que fazer.
Lindsey começou a sua prova até que, aos 12 segundos de descida, as pernas não aguentaram e ela teve uma queda aparatosa de enorme risco físico.

Foi rapidamente transportada por helicóptero para um hospital próximo e parece que a situação, embora complicada, é estável. Foi um regresso arriscado. Em 2019, quando teve outro acidente, segundo seu relato, teve 6 fraturas na perna esquerda, outra na direita, partiu o braço direito e o esquerdo e quase todos os dedos partidos.
Apesar de tudo, os dois treinos que realizou antes desta prova, correram bem. Mas a adrenalina da verdadeira corrida final acabou por fazê-la correr riscos que o corpo já não aguentou.
Houve outros acidentes com outros atletas nesta mesma prova mas nenhuma foi tão grave com a de Lindsey. Ela queria ser a atleta (entre mulheres e homens) mais velha de todos a realizar a prova.
A alta competição é desafiante para os grandes atletas mas é bom que se lembrem que idade não perdoa.