O ORGULHO DE SINGAPURA

Há terras por onde passámos, que apreciámos, mas a que talvez não tenhamos dado, em devida altura, os relevos das suas histórias. Foi o que me aconteceu com a cidade/país de Singapura quando por lá andei durante a realização de uns Jogos Olímpicos da Juventude. Visitei a cidade com pormenor , achei-a muito civilizada e acolhedora não desconhecendo, no entanto, algumas limitações legais que eram impostas aos seus habitantes.

Passados estes anos encontrei num local improvável de recordações, que todos nós temos, um documento que, em poucas palavras, resume a História do território e o Orgulho da sua existência.

Em 1819, Sir Thomas Stamford Raffles fez-se a terra nas margens do Rio Singapura, na altura uma colónia inglesa. Singapura evoluiu desde uma aldeia de pescadores até se tornar num dos maiores portos comerciais do oriente. Depois da 2ª Guerra Mundial voltou a ser uma colónia britânica até 1963 quando se juntou à Federação Malaia. Depois da independência em 1965 iniciou-se um enorme programa de industrialização em conjunto com fortes investimentos em infraestruturas e educação. O Orgulho de Singapura é a evolução da sua História desde os tempos coloniais até à Singapura dos tempos modernos. Na imagem acima podemos ver uma estátua de Sir Raffles eregida no local mais provável onde terá chegado ao rio de Singapura. Percebem-se na imagem as casas comerciais da época colonial quando os mercadores e negociantes preenchiam as margens do Rio. A parte superior da imagem ilustra os grandes centros financeiros atuais com modernos arranha-céus que envolvem a nova zona cultural da cidade. A Esplanada, com os seus teatros e salões musicais, são o espelho de tudo o que foi feito pela cultura durante o último século. O Merlion, estátua de leão deitando água pela boca, é um ícone de Singapura.

Mas, para os mais distraidos, é importante chamar a atenção para a roda gigante que se vê na imagem e do alto da qual, a 165 metros, se desfruta uma impressionante paisagem da cidade/país. O interessante é que essa roda foi desenvolvida, em paralelo com as torres com um barco no topo, projetadas por um arquiteto português de seu nome José Silva. É hoje considerada a roda mais alta do mundo.

Vale a pena, para quem ainda se dedique a viagens excitantes, visitar Singapura. Reservem três dias para poderem desfrutar todas as belezas da cidade. É um exemplo de como os antecedentes coloniais podem ser excedidos pelas virtuosidades do progresso e dos bons investimentos.

Lee Kwan Yew foi o primeiro ministro de Singapura, ainda no tempo do colonialismo. Mas aos seus esforços e aos do seu filho, Lee Hsien Loong, que o seguiu como primeiro ministro, se ficou a dever a independência do país que hoje tem, desde 2017, como presidente, uma mulher Halimah Yacob, mantendo-se Lee Loong como primeiro ministro. Vale a pena conhecer a História e o Orgulho de Singapura.

3 pensamentos sobre “O ORGULHO DE SINGAPURA

  1. O Oriente, que nos liga à sua história e tão pouco tem sido divulgado entre nós, apesar de ainda se sentir uma certa influência dos portugueses que por lá passaram. Recordo a extraordinária edição de a Volta ao Mundo, de Ferreira de Castro, que tanta vez me deliciou folheá-lo, mostrando uma região que nos pareceu sempre misteriosa. Ainda Stefan Zweig, com Amok – O Doido da Malásia, cuja forma peculiar de escrever nos prendia a uma série de aventuras no Sudeste Asiático, numa época em que tudo era diferente dos dias de hoje…!

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  2. Como certamente se lembrará do livro que lemos “Disse-me um adivinho”, essa é a face de Singapura que o “ditador esclarecido” quer que vejamos. Basta chegar de navio ou comboio em vez de avião para se perceber que há muito mais zonas miseráveis que pristinas. E a população vive, de facto, sob o jugo de uma ditadura, por mais esclarecida que seja. Confesso que não me apela.

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  3. Gostei de ler, pois desconhecia a história de Singapura. Mas o mais interessante é o facto de se confirmar que em qualquer coisa que se faça ou se tenha feito, há sempre uma mão portuguesa!:::

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