TEMPO DE BALANÇOS

Os finais dos anos são sempre
Quando os anos por nós passam,
Mesmo que o evitemos,
Mais tempo de recordações
Do que de previsões.
Desfilam pela memória
Caras que já não estão
Mas que são parte da nossa história.
É a magia do tempo
Do caleidoscópio da vida
Que nos traz, como no vento,
A imagem colorida
Dos que não estando, estão.
São os nossos estandartes
As medalhas que ganhámos
As taças que conquistámos
Tudo o que nos leva a lembrar
Os que ainda nos rodeiam,
Com quem podemos falar.
Tudo fugaz? Não importa.
É isso que nos obriga
Fazer mais do que pensar
A correr, a imaginar
O que nos falta fazer.
E, sobretudo, perceber
O que nos falta saber,
Tudo o que adiámos
Pelo que nos amedrontámos
Ou não conhecíamos.
Não. É agora o tempo de fazer
O que deixámos para trás.
Porque vem o AI
E os sábios do ambiente
Já não nos deixam usar
O que para nós era decente
E nos fazia feliz.
A gente não quer a guerra
Mas ela anda por aí.
Os Hammas, os Putins, os Bibis,
Fazem o contrário da paz
E explicam, explicam, explicam
Porque o fazem e como se faz.
Mas nós não queremos,
Queremos paz,
Mas isso não alimenta as fábricas das armas
E, sobretudo, quem as faz.
“Como dizia Cezariny: continua a faltar
Por aqui uma grande Razão”.
Por isso as recordações
Alimentam sonhos do passado.
Por isso é bom o tempo de balanço
Para encontrar outras grandes Razões.

Um pensamento sobre “TEMPO DE BALANÇOS

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