AS ONDAS

As marés e as ondas oceânicas são, como sabemos, fenómenos naturais que resultam da atração gravitacional exercida em conjunto pelo Sol, pela Lua e pelo movimento da Terra. É aquilo que se chama de energia alternativa, limpa e renovável.

Para além destes aspetos meramente didáticos o que mais nos faz lembrar as ondas é a sua beleza. Pequenas, médias ou gigantescas são sempre motivo de observação e contemplação. O olhar para o mar ou para as ondas é quase tão hipnótico como as horas que às vezes perdemos a olhar para as chamas de uma lareira. Quem já fez viagens marítimas sabe bem do que falo.

Há lugares no mundo onde as ondas, por razões das geografias em que desabam, atingem alturas enormes e desafiam os desportistas do surf a percorrer essas ondas nas maiores distâncias possíveis. Os exemplos de Peniche , ao norte de Lisboa, onde já houve medições de ondas com 26 a 27 metros, do Taiti e da África do Sul são exemplos tentadores para quem as procura e nelas tenta bater recordes.

Outro desafio enorme é desenhar as ondas, exibi-las em quadros, para encanto dos que possam apreciar esse tipo de arte. Talvez a onda mais famosa seja a Grande onda de Kanawaga, uma xilogravura famosa pintada por Hokusai em 1831. Está exposta no museu de Reading e é, como se pode ver a seguir, de uma beleza arrepiante.

A onda de Hokusai

A natureza, em si própria, não desmerece dessa beleza, como aqui podemos ver nesta foto.

Uma onda real

Mas um amigo meu, perito em muitas artes, resolveu oferecer-me, há dias, uma pintura sua de uma onda, retirada de uma foto que ele próprio tinha tirado. Aqui a deixo com os agradecimentos de tão gentil oferta.

A onda pintada pelo meu amigo Rui Frias

O texto que acabo de escrever não tem uma razão especial a não ser a da oferta que recebi do meu amigo. Tudo o resto não passa de um preâmbulo que só pretende enriquecer a arte desta pintura . Obrigado ao amigo de quem espero outras ofertas, mesmo que não sejam de ondas.

2 pensamentos sobre “AS ONDAS

  1. Pois, nem todas as ondas que nos envolvem pela vida fora, se comparam a tsunamis de alta intensidade. Talvez a espuma, que preguiçosamente, deixa sobre as areias da praia, ainda que por poucos instantes, nos possam fazer sentir, quão curta é a vida, e como é bom deixarmos algo que nos façam lembrar que existimos…!

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