NUDISTAS AOS MUSEUS

O Museu de Dorset, em Dorchester, Reino Unido, teve a brilhante iniciativa de reservar uma quinta-feira à noite para receber, em sessão privada, um grupo de 65 membros do Naturismo Britânico para visitar toda a exposição do Museu. Não acho má ideia sem, no entanto, estar certo de que esses membros nudistas não se vestem de vez em quando para ir aos museus. Mas, se assim não for, acho a ideia muito democrática.

Nudistas na exposição

Para se beneficiar desta efeméride tem que se estar inscrito na tal Associação de Naturismo o que, para a cultura inglesa, não deve trazer problemas.

Tentando imaginar esta mesma iniciativa em museus portugueses, acho que também poderia ser interessante. Por cá também existe a Federação Portuguesa de Naturismo com acesso a 9 praias ao longo do país para usufruto dos seus associados. É claro que, para além do pudor que este comportamento impõe a muita gente, sabe-se que os portugueses são especialmente criativos em arranjar cartões falsos ou entradas sub-reptícias. Não me admiraria, portanto, que normais cidadãos, bem vestidinhos e apessoados, se encontrassem, de repente , com uma multidão de nudistas, inscritos ou não inscritos, nos vetustos corredores do Museu de Arte Antiga ou no Museu Gulbenkian. Haveria logo uma manifestação, nos exteriores, a favor do “Tudo Nu É Liberdade” o que levaria os vestidos a retirarem-se deixando o terreno livre para os tais apóstolos da “liberdade nua”.

Haveria, decerto, quem se filmasse a “fazer amor” junto aos Painéis de S. Vicente o que lhes daria uma notoriedade excecional junto dos seus apaniguados.

Claro que o texto pretende ser humorístico mas as insólitas visitas noturnas das quintas-feiras criaram-me algum espanto. Nada contra, claro, mas que seja tudo muito bem organizado para que não se venha a criar mais uma Comissão de Inquérito na AR para decidir sobre a justeza da decisão.

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