ESTÃO TODOS COM MEDO DE 2025

Apesar dos desejos de Boas Festas toda a gente anda desconfiada do próximo ano. Os comentadores, nacionais ou estrangeiros, derramam os seus pareceres sobre o próximo ano com um sorriso nos lábios mas com olhares desconfiados. Na nossa terra ninguém acredita que a coisa vá correr bem. Cada vez que alguém do governo ou com outro tipo de responsabilidades aparece a dizer qualquer coisa, em boa verdade todos desconfiam…

Cada vez que nos atrevemos a pensar no mundo e no que por lá se passa, não podemos deixar de ficar apreensivos. É o Putin que ataca e diz coisas que assustam o mundo; os israelitas que atacam e matam milhares de pessoas inocentes; as turbas de religiões ou crenças opostas que se digladiam até à morte; o Trump que aí vem e ninguém sabe o que vai fazer depois de todas as alarvidades que disparou; os tufões, as tempestades e os ciclones que têm aparecido pelo mundo fora com a explicação científica de que o ambiente anda a ser destruído pela espécie humana; os miseráveis que andam espalhados pelo mundo e que as televisões retratam com implacável dureza; a inoperância dos governos para gerarem a paz e a tranquilidade social; uma Europa, onde sempre vivemos, e que se diz agora desprotegida, fraturada, sem um espírito de solidariedade que sempre foi o seu timbre; gente que diz que a democracia acabou e que há que inventar outros nomes para os regimes e profetas que nos invadem por todas as esquinas; também temos cá disso e toda a gente se interroga sobre o que vai acontecer; há quem diga que já está a acontecer e que os grandes movimentos mundiais de pensamento radical se estão a reunir e preparar novos sistemas de gestão (ou comando) para um mundo apático e descrente das gentes e dos meios que os tem governado. Já tenho, feliz ou infelizmente, idade para me lembrar do que se passou na 2ª guerra mundial, dos Hitlers, dos Stalines e dos Mussolinis que, de longe, preencheram a nossa juventude. E do Vietnam e da bomba atómica no Japão. Não, o mundo nunca foi fácil e hoje esses horrores chegam-nos em direto, pelas plataformas digitais. Inventaram até uma coisa maravilhosa, a IA (Inteligência Artificial) , que todos exaltam mas que, no fundo, muitos receiam pelas nefastas utilizações que dela podem ser extraídas.

Os comentadores, a que às vezes me submeto a ouvir , asseguram, com confiança, desgraças vindouras, algumas delas sem se perceber as razões em que se baseiam. Ignoraram ou, pelo menos desprezam, os contra-balanços do mundo e da humanidade, tudo aquilo que poderá vir a opor-se a vontades de volúpia momentânea que os medíocres “estadistas” que nos vão aparecendo propagam em exaltados comícios apenas para seu próprio benefício. Até o Papa e Dirigentes de outras opções religiosas vêm a terreno tentando pôr um pouco de tranquilidade no mundo aterrado em que vivemos. A cultura anda arredia das gentes, a educação e a cultura deixaram de ser o alfa e o omega das nossas civilizações e, na sua ausência, as miseráveis redes sociais dos oligarcas deste mundo, preenchem todo esse vazio e encharcam a juventude de verdades fictícias e barbaridades indizíveis. Que são, infelizmente, interpretadas como as verdade de um mundo novo.

Por isso todos temem o ano que se aproxima. Vão acontecer coisas, como sempre nos anos passados. Isto não é profecia, é a realidade.

Por isso, desejar Boas Festas aos nossos familiares e Amigos continua a estar na moda. Um Bom 2025 para todos, não esquecendo que a Vida se prolonga até ao seu “segundo final”. Quem o determina não sei, mas há muita gente que sabe.

Boas Festas e Tudo de Bom para 2025!

Um pensamento sobre “ESTÃO TODOS COM MEDO DE 2025

  1. Há momentos em que me felicito por ter alcançado os noventa anos. Uma idade, em que já poucas portas poderão abrir, e se contenta em reviver percursos efectuados. Memórias, que vão trazendo para a actualidade, recordações, em curtos episódios.
    Histórias, sem o brilho da luz de um manhã risonha, que nem sempre foi, e se esfumaram na vastidão dos anos.
    A erosão do sentido da razão e da credibilidade, que os ventos das paixões e dos ódios, sempre tentaram levar para o mar longínquo, deixando a dor e o desespero, a espraiar-se nas areias quentes da praias.
    A pequena centelha da alma humana, que nos orientou e acompanhou, nos tempos em que tudo nos parecia normal, sem sabermos do sabor da liberdade, sempre se manteve, encolhida, esperando por melhores dias. Tempos, em que a censura nos cortava o direito de ler o que nos parecia ter interesse, enquanto, despudoradamente, mãos estranhas, violavam cartas de familiares e amigos, censurando o que lhes parecia não estar politicamente correcto…!

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