JEFF BEZOS E VENEZA

Não será preciso falar muito da vida profissional de Jeff Bezos porque, de uma forma geral, muita gente já conhece os seus fantásticos antecedentes. Trata-se de um empresário americano, engenheiro eletrotécnico, que conseguiu grande sucesso com as suas fortíssimas iniciativas empresariais. Começou por criar uma empresa “Blue Origin” que lhe fez as pontes para maiores empreendimentos. Veio a ser CEO da conhecidíssima Amazon, Inc e expandiu os seus investimentos até ao ponto de, atualmente, pensar em enviar satélites de comunicações. O seu património atual é, de acordo com as publicações especializadas, de cerca de 243 biliões de dólares.

Em termos familiares foi casado com MacKenzie Scott até 2019 e em 2025 voltou a casar com Lauren Sanchez, uma jornalista apresentadora de televisão.E aqui começa a nossa pequena história de hoje.

Bezos escolheu a cidade de Veneza para esse matrimónio. O casamento realizou-se na San Giorgio Maggiore island, tendo a boda tido lugar num edifício do século XVI, Scuola Grande dela Misericórdia . Os noivos ficaram alocados no hotel de 7 estrelas Aman, famoso pelos seus frescos do artista veneziano Giambattista Tiepolo. Um hotel onde se paga 3.500 Euros por noite. O evento, apelidado como “o casamento do século”, de acordo com imprensa italiana, rendeu à economia local cerca de 957 milhões de Euros.

Celebridades como Kim Kardashian ou Oprah Winfrey estiveram presentes nas bodas, para não falar Orlando Bloom e Leonardo DiCaprio. Parece que Ivanka Trump gastou fortunas em compras nas lojas famosas junto ao hotel Aman.

Kim Kardashian e Oprah Winfrey

A partir daí os circuitos turísticos habituais de Veneza tiveram que ser alterados para que os visitantes pudessem deslocar-se aos locais celebrizados pelo casamento de Bezos e Lauren.

Turismo em Veneza para visitar os locais por onde Bezos passou

Não tenho preconceitos em relação a casamentos (pelo contrário) mas estes rasgos de exibicionismo obrigam-nos a refletir como as coisas estão a passar-se no mundo atual.

Direi a toda a gente conhecida que se case à vontade mas garanto que há formas mais económicas de “dar o nó”. Mesmo em Veneza.

2 pensamentos sobre “JEFF BEZOS E VENEZA

  1. Ainda sobre amores clandestinos, mais própriamente, do Séc. XII, conta-se a história dos amores clandestinos, entre Maria Paes Ribeiro, uma bela donzela, mais conhecida por a Ribeirinha, filha de um lugar tenente e escudeiro do Rei, que ocasionou a súbita paixão real ! Uma paixão surgida e tornada favorita, nas passagens de D. Sancho, por terras da Beira Alta, em defeza da soberania do Reino ! As ausências alongadas do Rei, originaram lamentos e cuidados, descritos no cancioneiro galego português, que ainda hoje, relembram esses encontros e desencontros…!
    Ai eu coitada, como vivo en gram desejo
    Por meu amigo que tarda e nom vejo…!
    Muito me tarda
    O meu amigo, na Guarda
    Amores, quase impossíveis, que tanto enriqueceram o cancioneiro e a cultura popular portuguesa, fazendo juz, à nossa maneira de viver em paz, no calor das amizades…!

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  2. Fiquei a pensar nas futilidades do mundo, e no quanto de humano, tem a velha expressão de Juntar os Trapinhos…! O calor da amisade, a chama da paixão, no tranquila simplicidade da vida, longe dos bulíçosos interesses mundanos ! Que diria, hoje, William Shakespeare, da supérflua sociedade burguesa dos tempos modernos, comparando o dramático epílogo do seu Romeu e Julieta, ou dos clandestinos amores de Pedro e Inês, que Camões nos deixou como herança…? Ele, que tanto sofreu dos dissabores de um amor proibido, exaltando Natércia, ou antes, Catarina, no secretismo dos seus poemas …!

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