O tempo. Aqui.

O passo cadenciado principia aqui. Os pés a rasar o cimento. Ainda fresco. Como a manhã. Vamos em direcção ao sul onde o sol nos arranca a sombra. Somos só nós e uma luz de espanto a silenciar as árvores. A dilatação das pupilas neutraliza cada respiração. Há quem reaprenda a caminhar e esconda o olhar no pescoço esguio dos cavalos. Aqui se resgata ou anula o tempo.

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