BOAS FESTAS

É o símbolo da época. Estamos em tempo de festejos e por isso quase todos, em todo o mundo, se desejam Boas Festas entre si. As Boas Festas incluem, como se sabe, o Natal e a Passagem para o Novo Ano.

É uma longuíssima tradição generalizada por todo o mundo. O Natal sempre foi e será uma festa católica (o nascimento de Cristo) mas hoje, com honrosíssimas exceções, muitos a festejam sem lembrar as suas origens. Basta vermos na televisão os imensos festejos que se realizam por todo o mundo, cada qual mais iluminado que o outro, arranha-céus que se desdobram em cerimónias digitais, em países que professam outras religiões e nada têm a ver com o Natal original.

Praticantes de diversas religiões, ateus, agnósticos todos se juntam à famosa consoada para comer o bacalhau ou outras especiarias mais de acordo com os seu hábitos locais. É uma época de “alegria ao domicílio” com que todos nos gratificamos. Os nossos familiares, as nossas crianças são os alvos das festividades que cada um de nós lhes pode facultar.

Mas se, neste pequeno intervalo da vida do mundo, nos lembrarmos das gentes e das crianças de Gaza, do médio oriente e do mais extremo oriente, das que no continente rico em que vivemos não têm, tantas vezes, um teto para se abrigarem, talvez nos possamos enriquecer com as Boas Festas que damos. De todo o mundo chegam-nos imagens de doentes, feridos, mutilados, cidades arrasadas por razões não naturais. Aproxima-se um novo ano, 2025, que, segundo quase todas as previsões, não trará nada de particularmente bom. Os “monstros” deste mundo aparentemente civilizado não merecem que lhes demos as Boas Festas. Muitos dos nossos filhos e netos estão em perigo por causa deles.

Não quero alongar este texto para dizer coisas que a maioria de nós já sentiu. Os tempos não são de Boas Festas.

Mas quero, do coração, enviar a todos os amigos, familiares e conhecidos esses tais desejos de Boas Festas. Esperando que nos possamos encontrar de novo, daqui a um ano, para trocarmos os mesmos votos. E que, entretanto, nós próprios, a natureza e a selvajaria dos “grandes” deste mundo nos permitam chegar até lá.

Boas Festas!

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