Qual seria o cheiro de um dinossauro ? Os cientistas vieram a desenvolver recentemente um interesse crescente na arqueologia dos cheiros ou dos sentidos. Os pesquisadores começam a interessar-se, não apenas como eram os objetos antigos, mas como se sentiam, soavam e cheiravam. Esse interesse vai desde conhecer a perfume do interior do carro da Rainha Isabel II até aos odores de cerca de 1400 anos AC. A Dra. Barbara Huber, investigadora alemã, trabalhou na criação de pequenos cartões infundidos com um perfume baseado em ingredientes identificados em resíduos de antigos bálsamos de mumificação egípcios que faziam parte de um projeto chamado “Perfume do Pós-Vida”. Foram realizadas análises químicas dos resíduos de bálsamos dentro de antigos frascos canópicos egípcios que datam de 1450 AC, para identificar uma mistura complexa de ingredientes aromáticos. Entre estes estavam cera de abelha, resinas de árvores da família dos pinheiros e uma substância chamada cumarina, composto cristalino com aroma de baunilha. Os pesquisadores trabalharam com perfumistas para recriar o aroma.
Não é a primeira vez que os museus usam cheiros: uma exposição dos Rolling Stones de 2016 incluiu o cheiro das escavações da banda. Daqui a pouco tempo serão apresentados perfumes londrinos como os da biblioteca da Catedral de S. Paulo e do interior do carro da Rainha Isabel. Neste caso, os membros do público são presenteados com vasos de vidro com uma bomba manual e um funil dourado para cheirar.
Acho que estes estudos terão, decerto, muito mérito mas confesso que não me interessa muito saber o cheiro de Tutankhamen , até porque não acredito que ele se lavasse com muita frequência.

Os cientistas vão descobrindo novos pontos de interesse que vão preenchendo o mundo do nosso conhecimento.
Esta arqueologia dos cheiros não lembraria o diabo!
Estava a anos luz, deste conhecimento…! Talvez, pelo ridículo e dramatismos, de certos momentos históricas, ou pela simples curiosidade, comecei a imaginar-me na presença de figuras históricas, que a leitura, por mais cuidada que fosse, nunca me daría a imagem, tão real das situações ! Só falta ligar ao cinema colorido, e à televisão, para nos tranportar a um passado inatingível, mesmo que para isso, tivéssemos que abrir todas as janelas lá de casa…!
Não sendo novidade para os que já visitaram a Disneyland de Paris, esses cheiros, com mais ou menos intensidade, são ou fizeram parte, do esforço de tornar mais verosímeis, os postais vivos de certas cenas do Far West norte americano, entre outras !
Imagino-me, neste parque, e assistir a chegada tempestuosa de um famigerado Cow-boy, após uma dura cavalgada pela pradaria escaldante, e encostar-se ao salão do Bar lá do sítio, sacudindo o pó para cima do barman, e pedir a duble Whisky, em confronto com os odores a rosas, das girls habituais, que o cercavam, amorosamente e de imediato…!
Ou ainda, a presença, como se ouve dizer, do Rei D. Afonso VI, lambuzando-se com algumas coxas de frango assado, guardadas nas algibeiras da casaca, satisfazendo os seus apetites, durante os seus passeios habituais, nos maravilhosos Jardins do Palácio de Queluz …! Memórias de um país, como o nosso, onde a falta de água, ainda se faz sentir em alguns lugares, e se nota em certas horas no Metropolitano…! Era só, o que faltava, para entendermos com mais acuidade, todos os dramatismos do nosso passado histórico…!
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