Muitos de nós, ao longo da vida, vamos colecionando qualquer coisa. Geralmente começa por brincadeira mas, algumas vezes, há quem acabe por reunir coleções valiosíssimas.
Conheci e conheço colecionadores dos objetos mais variados que nos surpreendem e deslumbram. Conheço uma coleção de instrumentos musicais, mais tradicionais ou de regiões mais remotas, que são apontamentos culturais, cada um com a sua história e origem próprias. Conheci há alguns anos um colecionador de caixas de fósforos que guardava em casa num armário propositadamente escolhido. Teve a infelicidade de se ter propagado um incêndio nesse armário, talvez com origem numa das tais centenas de caixas, e perdeu toda a coleção. Salvou.se a ele, a casa e a família.
Eu não sou colecionador mas não deixo de ser um “ajuntador” de coisas diversas que, ao longo da vida, mais atraíram a minha atenção. Não incluo nesta dissertação o caso dos livros, discos ou CD’s que quase todos nós acumulamos por gosto sem a intenção de os colecionar.
Mas conheço uma nativa do signo dos Peixes que não se privou, durante anos, de juntar exemplares a que se afeiçoou.

Tive (e tenho) um certo encanto pelos patos. Sempre os achei elegantes e deslocando-se com grande dignidade. Guardei muitos mas aqui vos deixo uma pequena amostra.

E, claro, houve sempre, muitos de nós que se entusiasmaram por copos ou canecas menos vulgares e que, no meu caso, fui juntando indiscriminadamente .


Do que me fui lembrar… Mas acredito que a maior parte das pessoas, que leiam ou não este texto, terão lá por casa qualquer coleção apenas afetiva ou, quem sabe, extremamente valiosa. Guardem-nas.
Possivelmente, também seria um pequeno colecionador, se o juntar algumas recordações, me pudesse incluir nesse número de tranquilos guardadores de testemunhos de épocas passadas … ! E muitas, iniciei, apenas pela curiosidade de juntar o que podia representar momentos, fortalecendo a memória ! Carteiras de fósforos, etiquetas de hotéis, saquetas de açucar, invólucros de cigarros nacionais, coloniais, e estrangeiros, de que ainda me lembro os mais usuais, como o AC, Baia, Lucky Strike, ou o Player´s Navy Cut, que iam largando um bom cheirinho a tabaco caro, como se dizia na época. E o Camel, contracenando com os dos Definitivos, bem mais baratinhos, que se acumulavam nas gavetas, de forma desordenada ! Uma colectânea, que se perdia entre outros objectos, que com o passar do tempo, acabava no lixo … !
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Eu colecionou demais e colheres dos diversos países que visitei.
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