A memória do homem

Todos sabemos, que as coisas não andam bem…! Refiro-me à política internacional, obviamente…! A justiça, sempre tão procurada por todo o ser humano, para resolver os seus problemas sociais, no colectivo, sempre tão distanciada dos seus sonhos, sempre tão alheada dos seus sofrimentos, parece preferir aliar-se ao mundo inseguro do bulício, da agitação quase permanente. Mas, por detrás de tudo o que se passa, não está o homem e a sua obra, nem sempre provida de equilíbrio  ? Talvez as paixões, que o faz acreditar na inexistência de uma alternativa, arregimentando apoios e adeptos para os seus ideais, elevando até à fúria, mesmo os fracos e os mais indiferentes.

A arte de convencer, o estudo da reacção perante situações de insatisfação e de desilusão, ou apenas de tendências ou gostos, tornou-se numa ciência da argumentação, alternando os sentidos do raciocínio. A dialéctica, uma arma perigosa, tantas vezes utilizada na discussão política, tanto na progressão de ideais, como na sua própria regressão…!

E a memória, de quem apenas viu sofrer, ou apenas viu passar à distância, se desvanece, dissipando-se num outro horizonte, de novas cores, subtilmente propostas e aceites com um encolher e ombros.

O que se passa actualmente neste nosso mundo globalizado, tão cheios de esperança e de lições que a história nunca poderá apagar, parece querer voltar à estaca zero, abandonando uma civilização moderna, socialmente equilibrada, economicamente progressiva, como nunca se tinha vivido noutros tempos.

E os sinais de uma mudança para a austeridade, começam a ser mais evidentes, surgindo aqui ou ali, à luz de umas manhãs cinzentas, com tendência a escurecer todo o horizonte.

Como dizia Madeleine Albright, antiga Secretária de Estado de Bill Clinton, ” O fascismo instala-se quando as pessoas se convencem de que ninguém é de confiança “. Talvez assim seja…! Mas desta frase, pode surgir uma dúvida a muita gente? Quem é de confiança …? Bolsonaro ? Donald Trump ? Kim Jong-un ? Viktor Orbán ?  Boris Johnson ? Tayyip Erdogan ? Ou ainda, Jorg Meuthen, um nome a fixar bem, do Partido AfD, uma ameaça muito séria a toda a Alemanha e à desestabilização da Europa ? Todos, usando a argumentação adaptada às circunstâncias, aproveitando os erros de uma esquerda fragmentada, que nunca foi forte…!

 

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