VEM AÍ O FUTURO!

 

No final de cada ano surgem, de todos os lados, os presságios mais otimistas ou pessimistas sobre o que o próximo ou os próximos anos nos trarão. E é bom lermos essas previsões porque, no fundo, todos estamos convencidos que iremos participar nesse futuro.  Se participarmos, ótimo, se não participarmos não poderemos vir a dizer bem ou mal do que nos alertaram. Paciência… É a vida… e o para além da vida.

De uma forma geral todos os grandes opininadores vão nos mesmos sentidos: que o rumo das economias mundiais vai mudar; que as democracias também vão melhorar a despeito dos populismos que têm aparecido recentemente; que o Brexit vai ser um terramoto para a Europa e para a Grã-Bretanha, sem que se saiba muito sobre os caminhos para esse terramoto; que o avanço das tecnologias vai ser incontornável; que o próximo ano vai assistir ao enorme desenvolvimento do Veganismo (fico contente porque tenho disso na família…) e da maior democratização das tendência de géneros e seus relacionamentos.

De uma competição promovida pela revista Economist, para um segmento de idades dos 16 aos 25 anos,  foram retirados os seguintes temas essenciais: Abertura de Fronteiras, Abertura de Ideias, Abertura de Mercados, Abertura ao Progresso e Abertura da Sociedade. Cada um destes temas é, claro, exaustivamente explicado e defendido,  mas a sua identificação é suficiente para nos apercebermos das expectativas que a juventude mundial alimenta para o futuro próximo.

A própria Economist recapitula as sus previsões de há um ano para 2018 e reconhece que não foram suficientemente incisivas. Falaram das tropelias de Trump mas, afinal, Trump fez mais tropelias do que se contava. Falaram das dificuldades do Brexit mas não imaginaram o leilão em que as negociações se transformaram. Previram a melhoria da economia americana mas não chegaram ao ponto de imaginar os aumentos dos mercados financeiros que arriscaram como não se pensaria. Referiram as quedas de importantes lideres mundiais em diversos setores de atividade mas nem todos, dos que vieram a cair, mereceram a mesma intensidade. Poderão retirar lições para 2019?  Talvez … Suscitam a nossa atenção para os comportamentos de Nicolás Maduro, Theresa May, Angela Merkel e ainda Donald Trump. Será só isto?

O futuro vem realmente aí, com todas as incógnitas, preocupações, possibilidades de coisas boas, tremendos avanços tecnológicos. Mas nestas alturas de expectativa sou sempre arrastado para a essência dos valores, para os sentimentos eternos, para os poemas da vida, para as coisas do amor e liberdade. E dei por mim a relembrar, não sei com que critério, Jacques Brel e o seu “Quand on’a que l’amour”, George Brassens e o seu “Les Amoureux des bancs publics”, Serge Reggiani e a sua “Ma Liberté” e, para não ser tudo em francês,  Leonard Cohen e o seu “That’s no way to say good bye”. Muito provavelmente tudo aquilo por que passámos ou tudo aquilo que por aí virá são frutos da essência humana, razões de liberdade, razões de vida que propiciam tudo o que se possa desejar e inventar. Em liberdade. Como diz Nicolau Santos num seu poema a que deu o título de “Como dizia Cezariny”:

Falta-nos por aqui uma grande Razão

Como dizia Cezariny

Uma verdade para qualquer estação

Falta-nos um motivo, um anseio

Um desejo fortíssimo, um desígnio, uma visão.

 

Sem os desabafos da alma, sem os sentimentos mais elementares dos seres humanos não há futuro que resista ou nos deva interessar. Sim, vem aí o futuro. Façamos por merecê-lo… se lá estivermos.

 

Um pensamento sobre “VEM AÍ O FUTURO!

  1. Eu gostava de ser mais optimista, quanto ao futuro…! No entanto, ainda vou acreditando num ou noutro dirigente político, para não cair num trauma que me tire, definitivamente, o sorriso necessário à vida. A visão e a inteligência da maioria dos políticos deste tecido político em que nos emaranhamos todos os dias, está mais virada, penso eu, para o sucesso e vitórias dos seus partidos, ligados às percentagens de votantes, esquecendo-se que do outro lado, há também uma imensidão de gente com vontade de progredir e tornar o país mais rico e agradável para se viver. Recordar que todos os partidos políticos, têm por base, como denominador comum, o de desejarem o bem estar dos povos…! E aqui, a Democracia tem muito para dizer e ensinar…! E esta Europa, que tão bem, e há tanto tempo conhece a democracia, como a própria Inglaterra ( a grande guardiã da liberdade ) a conhece, está começando a dividir-se em maus e bons, porcos e feios, tolerantes e intolerantes, esquecendo-se que os Bolsonaros de todo o mundo, entram pela porta do cavalo, que ficou distraidamente aberta…! Falta apenas a vontade, que se vai perdendo aos poucos, dos que acreditaram desde sempre, como eu, numa Europa Unida sem as superioridades do FMI e Banco Europeu, como aconteceu connosco, até há dois anos atrás. Eu, cá por mim, vou continuar a acreditar, porque como diz a canção. Acreditar é preciso…!

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