Robótica Assassina

“Se se abrir esta Caixa de Pandora,
vai ser muito difícil fechá-la”.

É esta a frase essencial de um artigo de Samuel Gibbs que, embora prevenindo, nos pode deixar aterrados.
Pioneiros mundiais da robótica e inteligência artificial, incluindo Elon Musk da Tesla e Mustafa Suleyman da Google (que lideram 116 especialistas em 26 países) estão a pedir às Nações Unidas que impeçam o desenvolvimento e uso dos “robots” assassinos.
As N.U. votaram recentemente o início das discussões sobre este tipo de armas que incluem drones, tanques e metralhadoras automáticas.
Fundadores de empresas de Inteligência Artificial e companhias de robótica enviaram cartas abertas às N. Unidas para que se proíba o desenvolvimento das armas robóticas que atacam mortalmente alvos humanos ou estratégicos.
Nessa carta avisam que esta corrida às armas será a “terceira revolução das guerras”, depois da pólvora e das armas nucleares.
Se estas armas letais forem desenvolvidas, os conflitos armados desenvolver-se-ão em escalas e tempos para lá da compreensão humana. Estas armas robotizadas poderão ser utilizadas dentro de poucos anos e as perdas humanas seriam incalculáveis. Os investigadores apelam ao “procedimento moralmente errado” e querem que este armamento autónomo seja adicionado à lista de armamento banido pelas N. Unidas, pela convenção CCW de 1983, que inclue guerra química e lasers de cegueira humana.

“Trata-se de armamento de terror que pode ser usado
por déspotas contra populações inocentes”

Infelizmente o governo do Reino Unido opôs-se, em 2015, à proibição destas armas letais alegando que “as leis humanitárias internacionais já dispõem de regulação suficiente nesta área”.
O erro parece ser total levando em conta que são os próprios criadores deste armamento que solicitam, intransigentemente, a travagem das investigações.

É fundamental que todos nós, nos pequeníssimos limites das nossas intervenções, propaguemos este perigo latente para toda a humanidade e que saibamos o que se está a passar aos mais altos níveis de investigação da “má inteligência”. Não se desconhece que todos estes avanços são sempre úteis para a humanidade desde que se integrem na chamada “boa inteligência”.
A Humanidade somos nós, todos os seres humanos, o mundo maravilhoso em que vivemos. Os rios, os mares, as árvores, as flores, a poesia, a música, o amor, as paixões, o sol, a chuva, os animais com que nos encantamos, tudo isto é mundo que uma mão leviana pode extinguir. Há que evitar o colapso da Humanidade. Há que ajudar a que estas novas “inteligências” tenham como objetivo o Bem do Mundo. Do Mal já todos estamos fartos, e pode ser irrecuperável.

Um pensamento sobre “Robótica Assassina

  1. E realmente preocupante, a forma como a ciência, também tem vindo a ser aproveitada para fins pouco pacíficos. É mesmo assustador, sabermos que em qualquer momento, qualquer lugar possa ser atacado sem haver a possibilidade de salvação. A guerra moderna, que tantas vezes começou a ser utilizada durante a 2ª Guerra Mundial, demonstrou que já ninguém se pode sentir seguro. E estou a recordar, o aparecimento da bomba voadora, a V1 e a V2, incluindo a bomba atómica e a sua utilização em absoluto segredo, com melhores resultados bélicos pela surpresa. Tenho a impressão, de que o Mundo em nada mudou, porque ninguém aprendeu com o passado…!

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