O Brexit e o Big Ben

Não vou alongar-me muito sobre toda esta parafernália, não de objectos, mas do já cansativo processo negocial da saída, ou ainda de uma remota desistência de Theresa May, de um corte à inglesa curto, com esta meio-adormecida Europa.

Tenho uns laços familiares com este país que sempre apreciei, não por ascendência, mas sim por minha descendência com três lindas netas, quais princesas, súbditas de Sua Alteza Real, Elisabeth II. E todo este embaraço, que a separação vai criando, vai-me dando a sensação de que aquelas ilhas começaram as operações de levantar ferro, sem saberem qual o rumo e por que mares irão navegar.

A verdade, é que Thereza May, que não conheço de lado nenhum, interpôs-se entre nós, com a sua ideia proudly alone, como nós já andámos a viver há quase meio século. Felizmente, que vivemos num mundo civilizado, sem muros de betão ou de arame farpado.

Tenho agora a sensação de que até o Big Ben, aquele relógio que todos nós conhecemos e heroicamente aguentou os maus tratos das medonhas V1 e V2, começou a sentir-se entristecido, entrando em estado depressivo, a pedir tratamentos urgentes. Cansado de dar horas boas e más, foi para obras, talvez aguardando um coração novo, preparando-se para os novos embates…! Sinceramente, não sei para que lado ele bate com mais força. Se para o lado dos Conservadores, ou se para o lado dos Labors...! Tanto faz…! Até porque gosto de o ouvir tocar!

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