MULHERES NA CIÊNCIA

 

Há muitos anos que em Portugal , à semelhança do que se passa em todos os países responsáveis do mundo, se insiste na indispensabilidade da educação, do ensino, em todos os níveis de desenvolvimento. Para países pobres como o nosso,  esses são o ouro ou o petróleo que devemos explorar (como tantas vezes se diz). Por isso todos nos encantamos quando encontramos nas ruas longas filas de crianças a caminho de museus, de atividades desportivas, das suas escolinhas, maiores ou mais pequenas. É aí que tudo começa.

Vem isto a propósito de uma recente publicação, promovida pela Ciência Viva, com o título de “Mulheres na Ciência”.

Ciência Viva é o nome abreviado da “Agência para a Cultura Científica e Tecnológica”, criada em 1996 pelo então Ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, e definitivamente constituida como Associação em 1998. Há 11 instituições associadas da Ciência Viva: Agência da Inovação; Fundação para a Ciência e a Tecnologia; Centro de Neurociências de Coimbra; Centro de Estudos Sociais; Instituto de Telecomunicações; Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa; Instituto de Biologia Molecular e Celular; Instituto de Patotlogia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto; Instituto de Tecnologia Química e Biológica; Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas e Instituto Nacional de Engenharia de Sistemas e Computadores.

A Ciência Viva tem uma Rede Nacional  de 21 Centros espalhados por todo o país, o último dos quais é o de Braga, designado por Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia.

Não podemos ser indiferentes a este pulsar nacional da investigação e desenvolvimento no nosso país, tantas vezes ignorado e, diga-se, quase do desconhecimento geral da população. É por aqui que o nosso país pode avançar, ser igual ou melhor do que outros, porque tudo isto passa por educação e por pessoas. E pessoas nós temo-las em quantidade e qualidade.

Voltamos à publicação “Mulheres na Ciência”, da Ciência Viva, em que a sua Presidente, Rosalia Vargas, se congratula, com razão,  pelo facto de Portugal contar com uma percentagem  de mulheres diplomadas nas áreas científicas acima da média da OCDE, conforme consta dos relatórios da própria OCDE. Percorrendo a interessante publicação verifiquei que nela constam 109 mulheres cientistas, repartidas pelas especialidades mais diversas. Não há dúvida que o mundo e o país mudaram muito: no meu tempo de aluno do IST havia, no meu curso de engª eletrotécnica, uma única aluna que terminou o seu curso com boas classificações. Em Química havia mais alunas porque as raparigas, nessa altura, eram mais dadas às coisas de laboratório, pipetas e provetas.

Na descrição do livro apurei a existência de 6 engenheiras químicas, 9 biólogas, biólogas moleculares, biólogas marinhas, neurofarmacologistas, genecistas, cientistas sociais, bioquímicas, historiadoras, ecólogas, eticistas, agrogenicistas, politólogas, historiadoras do ambiente, primatólogas, etc., etc., etc.  É realmente notável o desenvolvimento científico e a evolução das especialidades que hoje são ensinadas e investigadas. Podemos estar certos que o país, seguindo esta política, será bem sucedido na sua luta pelo desenvolvimento  pelo progresso da cultura e da riqueza do país. Até porque, para além das 109 mulheres , também haverá algumas centenas de homens dedicados à investigação. Talvez apareça um dia um livro sobre “Homens na Ciência”.

 

Um pensamento sobre “MULHERES NA CIÊNCIA

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