Os tempos mudam

 

Não é novidade, todos sabemos que os tempos mudam e os costumes, claro, mudam também.  O tempora o mores! São hoje para nós vulgares coisas ou costumes com que nem sequer sonhávamos ou imaginávamos que viessem a ser mudados.

Não é, portanto, necessário vir insistir neste tema. O texto não pretende descrevê-lo ou avaliá-lo. Mas não deixa de ser interessante chamar a atenção para pequenas coisas que vão acontecendo por este mundo e que passarão, muito rapidamente, para o capítulo de lugares comuns.

São apenas cinco apontamentos que vos adianto. O primeiro tem a ver com a nomeação, pela primeira vez, de uma almirante mulher para um cargo da maior responsabilidade do Estados Unidos: Presidente do U.S. Naval War College. É a Vice-Almirante Shoshana Chatfield e vai dirigir a Instituição criada em 1884, especializada no desenvolvimento de ideias e estratégias para a guerra naval, conhecimentos esses que são, posteriormente, lecionados nos Institutos Navais e Superiores Navais de Guerra. Julgo que os nossos almirantes portugueses encontrá-la-ão muitas vezes. Somos do tempo em que nem sequer havia mulheres nas Forças Armadas ou Militarizadas e, entre nós, há muitas mulheres militares desempenhando já cargos de enorme responsabilidade. Ainda bem.

Outro caso que aqui trago é o facto de, desde 10 de Junho, a Companhia Aérea da Nova Zelândia ter autorizado o seu pessoal a usar tatuagens, indo assim ao encontro de antigas reivindicações da comunidade indígena Maori daquele país.

Também a FIFA já tinha autorizado, desde 2014, as jogadoras de futebol a cobrirem as cabeças, se o desejarem, indo assim ao encontro também das reivindicações das mulheres iranianas e dos jogadores da comunidade Sikh.

Em 2017, a província canadiana de British Columbia proibiu os empregadores a obrigarem as suas colaboradoras a usarem saltos altos. Por ser mais cómodo, claro. No entanto, este ano, no Japão, o Ministro do Trabalho não achou que essa norma devesse ser aplicada. Acha que os saltos são necessários.

Também a 5 de Março deste ano, os organizadores das Corridas Reais de Ascot, em Inglaterra, deram a possibilidade aos espectadores para usarem vestuário fora dos códigos habituais, embora continue a ser exigido o uso de chapéu, para homens e mulheres, nas zonas destinadas à realeza.  Talvez o Brexit reponha o rigor dos costumes como sempre foram. “Funny British”!

Muitos mais casos podiam ser aqui referidos. Mas não vale a pena, estes já são engraçados e despertam-nos para as virtualidades do mundo moderno, como ele se vai adaptando quase sem darmos por isso.  O TEMPORA O MORES!

 

Um pensamento sobre “Os tempos mudam

  1. Tens razão, há muitos outros casos. Por exemplo, hoje estive num velório em que um sujeito de meia idade apareceu à vontade, de calções, mostrando ampla floresta de pelos nas pernas !

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