quando me sentei na relva e me encostei ao tronco de uma árvore era só para sentir a explosão das flores lembrei-me, repentinamente, da frase de G. - 'é impressionante a naturalidade com que a música flui' no degelo, há um som líquido que se acende no interior da terra - digo-te eu
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O tempo. Aqui.
O passo cadenciado principia aqui. Os pés a rasar o cimento. Ainda fresco. Como a manhã. Vamos em direcção ao sul onde o sol nos arranca a sombra. Somos só nós e uma luz de espanto a silenciar as árvores. A dilatação das pupilas neutraliza cada respiração. Há quem reaprenda a caminhar e esconda o … Continuar a ler O tempo. Aqui.
O MENSAGEIRO DE PLYMOUTH
Foi o primeiro local onde pus os pés em Inglaterra: Plymouth. Passa-se isso, imagine-se, em 1956! A viagem de instrução do meu curso da Escola Naval, realizada na velha "Sagres", incluiu a regata internacional de Grandes Veleiros, de Torbay a Lisboa e foi, como se pode calcular, para todos nós, uma experiência inesquecível. Desembarcámos e … Continuar a ler O MENSAGEIRO DE PLYMOUTH
Uma página do quotidiano
Uma seca que nos atormentava, parece estar, por momentos, um pouco afastada das nossas preocupações. Afinal, a chuva voltou e tudo começa de novo a resplandecer, embora não me convença que seja bem assim, nem acreditando que estejamos preparados para um agravamento, com uma nova ameaça, que o tempo descontrolado, como anda, nos possa ainda … Continuar a ler Uma página do quotidiano